A Reunião é útil ou inútil?

 

Reunião deve obedecer ao princípio da harmonia, permitindo que saiamos pelo menos com o encaminhamento de soluções. Realmente, é isso que acontece?
Muitos lideres transformam as reuniões em seu momento de transparecer o que gostariam de ver em seus espelhos, além de ocupar o espaço para distribuir chicotadas, descarregando as suas ansiedades e frustrações, enfim o seu sentimento de poder. Há histórico de estresse pré e pós reunião em que os resultados são catastróficos, chegando a casos de suicídio. As consequências emocionais são redundantes no convívio com colegas e parceiros, com a família e, principalmente, em produtividade na empresa.
As reuniões tem que ser o encontro de pessoas que querem e precisam conviver harmonicamente, absolutamente focados nos objetivos e metas esperadas.
O que motiva a reunião é a necessidade de afinamento de perspectivas, caso contrário, torna-se um ambiente de guerra, hipocrisia ou um momento de jogar conversa fora.
Deve seguir metodologia clara e transparente, em que todos conhecem o funcionamento, ou seja, ter uma pauta previamente divulgada, permitindo que todos se preparem, evitando “achismos” - “achologia” não é ciência. Também deve ter definido o horário, e o tempo máximo de duração, caso contrário torna-se um encontro informal e sem objetivo, desestimulando a participação daqueles que realmente estão interessados. Estas reuniões são inúteis e desnecessárias. Além de o líder perder o respeito e o controle, a empresa é a maior prejudicada.
Produtividade e qualidade são correlacionadas, e não podem conviver separadamente. Reuniões produtivas e com qualidade obtém a participação de todos, cabendo ao líder incentivar esta participação, manter o foco, e contribuir para a conclusão adequada, pois a reunião é de todos.
Quando a previsão de tempo for maior que o normal, devemos avisar os participantes, para organizarem agendas. A fome diminui o rendimento, portanto, um breve coffee break se impõe.
A reunião é uma maravilhosa oportunidade para integrar as pessoas entre elas.


Veja o Artigo original publicado no Jornal do Comércio

 

Autor: Jorge Canal Michalski