O Petróleo do Brasil

 

O Brasil tem a oportunidade de mudar a sua história com a descoberta da reserva petrolífera localizada na plataforma oceânica do pré-sal.

 

O volume de petróleo já identificado quintuplica a reserva petrolífera brasileira, e o melhor é a qualidade deste petróleo, comparável ao do Kuwait. (O petróleo do Kuwait é considerado dentro dos melhores padrões de qualidade, facilitando o refino, podendo ser destinado para fins mais nobres, além de combustíveis automotivos.)

 

O Governo deve tratar este assunto com muita seriedade, pois estamos a um passo de nossa independência econômica. Podemos passar de vendedores emergentes para vendedores “imperialistas”.

Este projeto deveria ter um departamento apolítico e autônomo, preferencialmente subordinado a Presidência da República, para que esteja protegido do marasmo de qualquer Ministério, do Congresso Nacional e de outros. Deveria ter orçamento específico e independente, além de ser estruturado por profissionais qualificados e sem qualquer vinculação política.

 

Este é o momento de vermos qual o Governo que vai marcar a sua trajetória na história do Brasil e do Mundo. Provavelmente, não teremos outra oportunidade similar de nos tornarmos uma nação com menos diferenças sociais.

 

Nos próximos 10 anos experimentaremos um crescimento ímpar em toda a economia.

ü   Equipamentos novos precisam ser desenvolvidos e fabricados;

ü   As atividades de TI serão requisitadas;

ü   Estaleiros serão desenvolvidos ou criados, porque precisam mais barcos para o abastecimento das plataformas;

ü   Novas tecnologias serão desenvolvidas;

ü   Empresas mundiais se estabelecerão no país;

ü   Empregos novos em todas as atividades;

ü   A atividade de recursos humanos precisará se expandir, em virtude da demanda profissional;

ü   A construção civil crescerá;

ü   Refinarias novas serão instaladas;

ü   Eliminaria a dependência de importação de petróleo para qualquer fim;

ü   O custo Brasil deverá diminuir, tornando o país mais competitivo.

Enfim, sem euforia desmedida, são novos tempos que se descortinam para todos.

 

No entanto, alguns assuntos precisam ser tratados com cuidado e atenção:

·     Quem é o dono deste petróleo, o Governo, o Brasil, os Brasileiros, o Mundo?

·     Criando uma estatal poderíamos estar criando um “elefante branco”?

·     Tirar o desenvolvimento das jazidas da Petrobrás estaria desmotivando os acionistas?

·     O país tem maturidade para assumir as responsabilidades inerentes?

·     Qual a capacidade dos Bancos de Desenvolvimento, do mercado de capitais, entre outros, de ofertar recursos para suportar os investimentos diretos e indiretos?

·     Qual o orçamento?

Há a necessidade de dimensionar os recursos e o volume de dinheiro que serão necessários para o desenvolvimento. Corre-se o risco de criar mais uma bolha que poderá estourar a qualquer momento. Não se trata de um orçamento de uma Olimpíada que se estimou em US$ 1.5BI e acabou em US$ 3.5BI.

O assunto é muito sério e precisa de uma avaliação muito acurada.

 

Todas as empresas precisarão revisar os seus Planos Estratégicos para os próximos 10 anos, e a hora é agora.

 

Apesar de o Mundo estar preocupado com o aquecimento global, o Brasil precisa saber trabalhar bem este assunto, sem abandonar a preocupação com a emissão de carbono. Pelo contrário, incrementar esforços neste sentido, atentando para a responsabilidade social, expandindo a oferta de combustíveis renováveis, não fósseis e não poluentes. Este petróleo tem outras finalidades além de servir para combustíveis automotivos.

 

A nossa preocupação como Brasileiros deve ser na escolha de nossas lideranças políticas, no monitoramento desta oportunidade, no controle para evitar corrupção e desmandos.